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Empresas devem apostar em benefícios

26/02/2016

Empresa que quer reter talentos deve criar política de benefícios que seja coerente e dure o ano todo

É no fim do ano que muitas empresas se lembram da necessidade de valorizar seu colaborador. Festa de confraternização e entrega de cesta básica e panetone estão entre as principais ações observadas nessa época. Embora bem intencionadas, porém, essas iniciativas precisam ser bem calculadas para não acabarem gerando insatisfação, em vez de motivação, segundo a psicóloga organizacional Luciana Roncato.

Ela explica que os chamados “benefícios” são ações que a empresa realiza para que a valorização do colaborador não esteja restrita ao pagamento de salário. “Mas é importante destacar que o resultado será observado apenas se a empresa criar políticas para isso, de forma que seja algo constante e coerente”, destaca. “O que a gente costuma ver, no entanto, é empresa que só toma atitudes diferenciadas na gestão de pessoas no final do ano, e não é difícil vermos empresas que presenteiam a equipe com panetone da pior qualidade, por exemplo”.

Para a organização que realmente quer trazer benefícios aos colaboradores, Luciana afirma que nem sempre grandes montantes é sinônimo de grandes benefícios. “Temos observado, tanto na prática quanto em pesquisas de gestão de pessoas, que o principal motivo para a pessoa se manter hoje numa empresa é se identificar com sua missão e seus valores”, destacou Luciana. Portanto, se isso não for uma realidade para determinado colaborador, não há nenhum “mimo” que o faça ficar.

A empresa deve prestar atenção então aos benefícios intangíveis que oferece ao colaborador, de acordo com Luciana. “Um líder que é próximo da equipe e inspira a todos pode ser considerado um benefício”, disse. “Afinal, em muitas empresas, as pessoas se demitem do chefe”. Outra modalidade seria dar condições de a pessoa ter um crescimento contínuo na organização – promover treinamentos, cursos e conhecimentos que provoquem pequenas mudanças no dia a dia, trazendo benefícios tanto para as pessoas quanto para a empresa.  

Considerando que os colaboradores dão valor à qualidade de vida, outra dica que Luciana dá é a de possibilitar uma jornada de trabalho flexível: “É possível notar que o colaborador vê o banco de horas com bons olhos, mas é claro que primeiro é necessário analisar se isso é viável para as atividades da empresa”, completa.

No rol de benefícios tangíveis, segundo o Guia das 150 melhores empresas para se trabalhar (lançado anualmente pela revista Você S/A), os principais benefícios que são oferecidos são, respectivamente: assistência médica, seguro de vida, assistência odontológica, financiamentos e plano de previdência privada. “Outra prática que tem sido muito comum é a de aumentar o valor do ticket alimentação, pois o poder de compra do colaborador aumenta e a empresa consegue fugir do aumento salarial na folha de pagamento, o que resultaria em mais impostos”.

Benefícios intangíveis

• Liderança inspiradora

• Horário de trabalho

• Políticas e diretrizes da empresa

• Desafios

• Clima Organizacional

• Nível de stress 


Benefícios tangíveis

• Assistência médica 94, 7%

• Seguro de vida em grupo 88,7%

• Assistência Odontológica 83,4%

• Financiamentos 71,3%

• Plano de Previdência Privada 67,3%

• Subsidio Especial. Profiss. 54,7%

• Horário Flexível de Trabalho 54,0%

• Subsidio Formação Educ. 52,7%

• Consultórios médicos 46,7%

• Subsidio compra medicamentos 38,7%

• Subsidio estudo de idiomas 37,3%

• Licença maternidade de seis meses 33,3%

• Home office 27,3%

• Suporte a educação dos filhos 26,7%

• Subsidio para aquisição moradia 8,00%